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Na minha mesa

A Häagen-Dazs saiu do Brasil. O brasileiro não parou de tomar sorvete

Nome internacional, embalagem sofisticada e preço alto já não bastam para ser premium. O que a saída da Häagen-Dazs ensina sobre relevância de marca.

Cyro Mello1 min de leitura

A Häagen-Dazs vai deixar de ser distribuída no Brasil depois de quase 30 anos.

Rapidamente, surgiram explicações sobre preço, economia e perda de espaço para marcas nacionais. Mas, oficialmente, a decisão faz parte de uma reformulação do portfólio da General Mills. Isso não encerra a discussão. Na verdade, abre uma mais interessante.

Premium não é mais só embalagem e preço

Durante muito tempo, um nome internacional, uma embalagem sofisticada e um preço alto eram suficientes para construir a percepção de produto premium. Hoje, não são mais.

Enquanto a Häagen-Dazs foi ficando restrita às prateleiras, outras marcas transformaram o sorvete em experiência, ponto de encontro e parte da rotina do brasileiro.

Não estou dizendo que essa foi a causa da saída. A empresa não afirmou isso. Mas a despedida deixa um lembrete importante.

O lembrete

Marca forte não é aquela que um dia foi desejada. É aquela que continua encontrando novas razões para ser desejada.

Perguntas frequentes

Por que a Häagen-Dazs saiu do Brasil?

Oficialmente, a saída faz parte de uma reformulação do portfólio da General Mills. A empresa não atribuiu a decisão a preço ou concorrência.