Na minha mesa
Serasa e Rochelle: a personagem certa na história errada
A Serasa acertou ao escolher Tichina Arnold, mas errou no roteiro. Por que a nostalgia precisa respeitar a lógica que fez o público gostar da personagem.
Cyro Mello1 min de leitura
A Serasa acertou em cheio ao escolher Tichina Arnold. O problema começou quando decidiu o que fazer com ela.
Para o brasileiro, Rochelle não é apenas uma personagem conhecida. Ela se tornou símbolo de economia doméstica, controle dos gastos e preocupação com cada centavo.
Na campanha, porém, ela viaja para o Brasil, compra sem controle e deixa os boletos se acumularem até ser apresentada aos cupons da Serasa. A personagem certa entrou na história errada.
Eu aprovaria a escolha, mas mudaria o roteiro
Rochelle não precisava se endividar. Poderia aparecer justamente como alguém que não aceita pagar mais do que deveria e mostrar que negociar uma dívida também é uma forma de cuidar do próprio dinheiro.
Assim, a nostalgia não serviria apenas para chamar atenção. Ela ajudaria a sustentar a mensagem da campanha.
O que fica de lição
A produção é bem-feita, recupera as vozes brasileiras da série e provavelmente será muito compartilhada. Mas escolher um rosto conhecido não é suficiente.
Quando uma marca pega emprestada a popularidade de uma personagem, também precisa respeitar a lógica que fez o público gostar dela.
Perguntas frequentes
Qual foi o erro da campanha da Serasa com a Rochelle?
Colocar uma personagem conhecida pelo controle dos gastos em uma história de descontrole financeiro. A escolha do rosto foi certa; o roteiro contrariou o que fez o público gostar dela.
Como a campanha poderia ter sido melhor?
Mostrando Rochelle como alguém que não aceita pagar mais do que deve e que negocia dívidas para cuidar do dinheiro, usando a nostalgia para reforçar a mensagem.
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